ACÇÃO CONTRA A ESPECULAÇÃO, PELO DIREITO À HABITAÇÃO
Maio 11, 2007Sábado, 12 de Maio, 15h30 Rua do Alecrim,
junto ao Cais do Sodré. ACÇÃO CONTRA A ESPECULAÇÃO
PELO DIREITO À HABITAÇÃO
EM LISBOA E VÁRIAS CAPITAIS DA EUROPA Pela primeira vez na Europa, os movimentos de luta pela habitação realizam uma acção conjunta com o objectivo de denunciar a especulação imobiliária e a violação do direito à habitação. Desde Lisboa até Paris, passando por Bruxelas, Roma e Sevilha, entre o dia 11 e dia 12, várias iniciativas acontecerão em defesa de um direito fundamental e básico de cada cidadão : o direito à habitação. Em Portugal, e particularmente em Lisboa, existem situações alarmantes, desde demolições de bairros completos colocando os moradores na rua até prédios camarários vazios há dezenas de anos. Os compromissos assumidos pelo governo com os moradores após as demolições continuam por cumprir, e os actuais programas de habitação revelam-se limitados e não constituem uma solução estrutural que permita que o cidadão se torne autônomo no acesso à habitação. Por fim, denunciamos a especulação imobiliária que regula livremente o mercado de habitação de acordo com seus anseios de lucro, carregando ao Estado um lastro económico e privando a sociedade da livre escolha de uma habitação digna. Por uma verdadeira política de habitação, que não pode fugir ao combate claro e firme da especulação imobiliária, que deixa milhares de imóveis devolutos e promove a subida artificial e imoral dos preços a uma dimensão fora da realidade, convocamos uma acção de denúncia com os moradores de bairros periféricos da Cidade de Lisboa, no próximo sábado, dia 12 de Maio, às 15h30 na Rua do Alecrim, próximo ao Cais do Sodré.
CÂMARA MUNICIPAL DE AMADORA CRIMINOSA
Abril 27, 2007As pessoas que moraram durante dezenas de anos no bairro da Azinhaga dos Besouros e foram desalojadas das suas casas no mês de Agosto de 2006 pelas demolições promovidas pela Câmara Municipal de Amadora, tiveram que ir procurar de um dia para o outro um lugar onde viver. Não foram propostas soluções nem alternativas dignas de habitação para as mais de 80 famílias que não formavam parte do levantamento do PER (feito em 1993).A situação destas pessoas não é da responsabilidade da Câmara, embora a demolição das suas casas sim…Houve só apoios pontuais por parte da Segurança Social, que devido à luta desenvolvida pelos moradores, declarou a situação como de “calamidade pública” e deu subsídios de apoio à renda só para as mulheres com filhos, discriminando mais uma vez os homens.Quem não encontrou outra solução melhor, acabou por ir ocupar as barracas nas hortas, ao lado do Colégio Militar. Construções de madeira e materiais reciclados, sem luz nem água, onde as pessoas dormiam com o medo constante de seram expulsos pela polícia.
No dia 23 de Março, funcionários da Câmara Municipal de Amadora acompanhados por um forte aparato policial, apareceram nas hortas e expulsaram as pessoas que lá estavam, demolindo não só todas as barracas como as vedações de separação entre as hortas, chegando por fim a queimar tudo.Os bombeiros acudiram ao local, alertando para o perigo que estes fogos constituiam.
Mais uma vez, uma actuação criminosa da Câmara Municipal de Amadora sem acompanhamento nem apoio social das pessoas, e da qual se desconhece o processo que fundamentou a execução dos despejos.
A CÂMARA DA AMADORA DECIDIU NÃO DEMOLIR CASAS OCUPADAS NO ALTO DAMAIA
Abril 4, 2007Este é o primeiro sinal de uma vitória da luta e da resistência dos moradores do bairro. A câmara fez saber por fax que iria apenas demolir casas vazias e desocupadas. No dia anterior ao envio deste fax, os moradores ocuparam a Câmara municipal a pedir um encontro com o presidente da Câmara. O pedido, como era de esperar foi recusado, e o único representante que falou connosco foi a polícia municipal. Parece que há assuntos que os munícipes não podem abordar. Os moradores do bairro continuam atentos porque a desconfiança perante a Câmara é muita. No entanto, até agora as únicas casas que foram demolidas foram casas vazias.
Demolições no bairro do Alto Damaia
Fevereiro 28, 2007MORADORES DO BAIRRO NA RUA SEM ALTERNATIVA DE ALOJAMENTO
Continuam esta manhã, 27 de Fevereiro, as demolições de barracas no Bairro do Alto da Damaia, junto ao Parque da Clínica de Sto. António na Amadora. Mais uma vez, as demolições acontecem sem ser assegurado previamente o realojamento de dezenas de moradores, que vão ficar na rua sem alternativa de habitação e privados do único tecto que têm.



