Arquivo para Abril, 2007

CÂMARA MUNICIPAL DE AMADORA CRIMINOSA

Abril 27, 2007

As pessoas que moraram durante dezenas de anos no bairro da Azinhaga dos Besouros e foram desalojadas das suas casas no mês de Agosto de 2006 pelas demolições promovidas pela Câmara Municipal de Amadora, tiveram que ir procurar de um dia para o outro um lugar onde viver. Não foram propostas soluções nem alternativas dignas de habitação para as mais de 80 famílias que não formavam parte do levantamento do PER (feito em 1993).A situação destas pessoas não é da responsabilidade da Câmara, embora a demolição das suas casas sim…Houve só apoios pontuais por parte da Segurança Social, que devido à luta desenvolvida pelos moradores, declarou a situação como de “calamidade pública” e deu subsídios de apoio à renda só para as mulheres com filhos, discriminando mais uma vez os homens.Quem não encontrou outra solução melhor, acabou por ir ocupar as barracas nas hortas, ao lado do Colégio Militar. Construções de madeira e materiais reciclados, sem luz nem água, onde as pessoas dormiam com o medo constante de seram expulsos pela polícia.

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No dia 23 de Março, funcionários da Câmara Municipal de Amadora acompanhados por um forte aparato policial, apareceram nas hortas e expulsaram as pessoas que lá estavam, demolindo não só todas as barracas como as vedações de separação entre as hortas, chegando por fim a queimar tudo.Os bombeiros acudiram ao local, alertando para o perigo que estes fogos constituiam.

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Mais uma vez, uma actuação criminosa da Câmara Municipal de Amadora sem acompanhamento nem apoio social das pessoas, e da qual se desconhece o processo que fundamentou a execução dos despejos.

A CÂMARA DA AMADORA DECIDIU NÃO DEMOLIR CASAS OCUPADAS NO ALTO DAMAIA

Abril 4, 2007

Este é o primeiro sinal de uma vitória da luta e da resistência dos moradores do bairro. A câmara fez saber por fax que iria apenas demolir casas vazias e desocupadas. No dia anterior ao envio deste fax, os moradores ocuparam a Câmara municipal a pedir um encontro com o presidente da Câmara. O pedido, como era de esperar foi recusado, e o único representante que falou connosco foi a polícia municipal. Parece que há assuntos que os munícipes não podem abordar. Os moradores do bairro continuam atentos porque a desconfiança perante a Câmara é muita. No entanto, até agora as únicas casas que foram demolidas foram casas vazias.

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